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Marcelo Freire

opinião

Publicado: 08/03/2017 às 10h33min

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A violência contra mulheres não pode ser esquecida

O sexo feminino continua sendo vítima frequente de atos de corvadia em desfavor das mulheres, conforme mostrou o Mapa da Violência de 2016.

O crescimento populacional que acontece de forma desorganizada, o uso frequente de drogas, consumo de álcool desenfreado e a falta de mecanismos de suporte de apoio às vítimas da violência podem ser fatores que contribuem para o avanço de atos de agressões praticados contra as mulheres no Brasil. O sexo feminino continua sendo vítima frequente de atos de corvadia em desfavor das mulheres, conforme mostrou o Mapa da Violência de 2016.

Em Rondônia, de acordo com informações da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Família de Porto Velho (Deam), os casos de violência registrados contra as mulheres também continuam contribuindo para o avanço do ranking da violência. Ocorre que muitas ainda persistem em permanecer no anonimato. O medo de denunciar o agressor faz parte do cotidiano de quem foi alvo dos atos de violência.

O governo também peca quando deixa de investir na melhoria da estrutura das delegacias. Muitas precisam de condições de trabalho e uma equipe de servidores para auxiliar quem vai até o local em busca de informação. Muitas mulheres deixam de ser assistidas e são devolvidas aos agressores. A violência contra as mulheres se tornou uma luta diária dos órgãos de segurança em todo o Brasil, mas pouco se percebe avanços importantes para mudar os números da violência.

O mapa da violência também é bem enfático quando destaca o crescimento dos assassinatos contra o sexo feminino. Não se pode esquecer que ainda existem crimes que não foram solucionados. É o caso da jornalista Naiara Karine, assinada brutalmente em Porto Velho. Até hoje não os responsáveis pela morte não foram punidos e o caso ainda segue sem solução.

Em 2015, após a divulgação do Mapa da Violência, se falou muito em criar grupo de trabalho com a finalidade de acompanhar o orçamento destinado para a construção de políticas públicas voltadas à mulher. Porto Velho talvez seja a única capital da federação onde a delegacia de proteção à mulher fecha nos finais de semanas.
Apesar de todos os problemas, as mulheres estão cada vez mais ocupando espaço. Dados divulgados na última segunda-feira pelo Instituto Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que as mulheres estão cada vez mais ocupando lugares que anteriormente eram controlados por homens. A pesquisa é destacada em suplemento especial do Diário que circula neste Dia Internacional da Mulher.

Em 2015, conforme o estudo, a jornada total média das mulheres era de 53,6 horas e a dos homens, de 46,1 horas. De fato elas estão produzindo bem mais que os homens e, portanto, merecem reconhecimento da população masculina. Parabéns a todas as mulheres. Elas merecem.


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