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Marcelo Freire

opinião

Publicado: 08/07/2017 às 15h37min

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Um segundo semestre ainda bem turbulento

O Brasil mesmo com a inflação apresentando melhoras ainda enfrenta uma forte crise político que prejudica o desenvolvimento econômico

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou ontem relatório indicando sinais de recuperação na economia brasileira e o melhoria no próximo semestre. A confederação apontou a expansão da agropecuária e das exportações, a queda da inflação, a redução dos juros e o ajuste dos estoques da indústria devem ajudar a consolidar o crescimento do Brasil.

Esse sinal de otimismo deve estar presente no cotidiano do empresariado, apesar de toda a crise econômica e política instalada essa semana por conta das votação do pedido de afastamento do presidente Michel Temer (PMDB). O Brasil mesmo com a inflação apresentando melhoras ainda enfrenta uma forte crise político que prejudica o desenvolvimento econômico da população.

A CNI advertiu no próprio relatório que incertezas políticas, o atraso na agenda das reformas e o risco de o País não consolidar o ajuste fiscal no longo prazo ameaçam a retomada do crescimento. De fato a confiança dos agentes – empresários e consumidores – foi afetada, interrompendo a tendência de recuperação, com possíveis impactos nas decisões futuras de consumo e investimentos, conforme sinalizou a confederação no documento. Há também sinalizações do Banco Central de que o ritmo de queda dos juros poderá ser amenizado em função do novo quadro”, diz o Informe Conjuntural.

Diante desse cenário não há como projetar melhorias significativas. A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País caiu do 0,5% estimado no primeiro trimestre para 0,3% agora. Ontem, nos grandes jornais de circulação nacional, comentaristas econômicos falavam da queda da inflação, o que provocou mudança no preço da gasolina e dos alimentos.

A estimativa de crescimento do PIB industrial baixou de 1,3% para 0,5%. Economistas destacam que caso a previsão se confirme, será o primeiro resultado positivo da indústria desde 2013. Essa expansão será liderada pela indústria extrativa, com crescimento de 8%. A indústria de transformação crescerá 0,9% e a da construção terá uma queda de 2,3%. O setor de serviços industriais de utilidade pública, que inclui as distribuidoras de energia, crescerá 1,9%.

O Brasil poderia estar nesse exato momento comemorando o crescimento econômico com a geração de milhares de empregos, mas o cenário econômico é outro. Existem mais de 140 milhões de brasileiros desempregados e não há muito o que comemorar pela população nos últimos meses. Talvez no próximo semestre os jornalistas estarão divulgando notícias boas à população.


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