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Marcelo Freire

opinião

Publicado: 03/03/2017 às 08h44min

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A situação caótica da 163 e o fluxo de carretas na 364

A BR-364 se tornou rota alternativa para escoar a produção de soja produzida no Mato Grosso nessa época do ano.

A situação caótica que se encontra a BR-163, que liga o Mato Grosso aos portos do Pará, pode causar um grande reflexo na BR-364, rodovia federal que liga Porto Velho (RO) a Cuiabá (MT). Caminhões que transportam a produção de soja do Mato Grosso para os portos do Pará estão parados na rodovia federal há três dias por conta da chuva que atinge a região. A situação é mais complicada em um trecho de 173 quilômetros em plena floresta amazônica.

A BR-364 se tornou rota alternativa para escoar a produção de soja produzida no Mato Grosso nessa época do ano. É comum encontrar hoje na BR comboios de caminhões oriundos do Mato Grosso transportando o produto para a região. Ocorre que a BR-364 não foi projetada para receber um volume intenso de carretas que entram em solo rondoniense com a carga a acima do peso. Não há fiscalização e a única balança instalada em Ouro Preto foi desativada.

Nessa época do ano, fica difícil o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), órgão ligado ao Ministério dos Transportes, solucionar o problema. Ocorre que chove muito na região e os caminhoneiros dependem apenas da boa vontade e companheirismo dos motoristas em rebocar os caminhões com cargas atolados ao longo da rodovia. O trecho também precisa ser licitado, o que vai levar no mínimo um ano.

Enquanto o problema não é solucionado, o estado do Mato Grosso sofre para escoar a produção de soja. Cálculos da Abiove e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indicam que para cada dia em que os portos ficam impedidos de embarcar mercadorias, o prejuízo para as empresas é de US$ 400 mil diários, com custos de elevação e “demurrage” (sobre-estadia). Além desse ônus, há prejuízos incalculáveis com descumprimento de contratos, riscos financeiros com produtores e armazéns e, sem dúvida, riscos para a imagem do Brasil.

A Abiove e Anec  estimam que nesta safra serão embarcados pelos terminais de Miritituba e Santarém cerca de 7 milhões de toneladas de soja e milho. De acordo com empresas associadas, há caminhoneiros que levam 14 dias para transportar a mercadoria em um percurso de mil quilômetros. Nesse período, teria sido possível fazer uma viagem de ida e volta para Santos (SP) ou Paranaguá (PR).

O Governo Federal precisa com urgência solucionar o problema, caso contrário, o Brasil não conseguirá escoar toda a produção de soja colhida no Mato Grosso. Será mais um verdadeiro caos para a economia do Brasil que tenta se reequilibrar.


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