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Marcelo Freire

coluna

Publicado: 29/03/2017 às 06h20min

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A retomada das exportações da carne

Depois de um tsunami no comércio da carne no Brasil, o setor agropecuário do País amanheceu ontem bem otimista com a decisão do governo..

Depois de um tsunami no comércio da carne no Brasil, o setor agropecuário do País amanheceu ontem bem otimista com a decisão do governo de Hong Kong de retomar a importação da carne brasileira. A decisão governamental anima o mercado das exportações e Rondônia também é beneficiada com a medida.

Na tarde de segunda-feira, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, convocou coletiva à imprensa para explicar os procedimentos que estão sendo adotados no Brasil na questão da fiscalização do produto nos frigoríficos. Também na última segunda-feira os frigoríficos retomaram o processo de abate do gado.

Enfim, a normalidade vai se estabelecendo no mercado da carne, mas ainda não é possível calcular os prejuízos ocasionados em decorrência da operação Carne Fraca, deflagrada na semana passada pela Polícia Federal resultando no fechamento de plantas frigoríficas no Estado do Paraná.

A carne de Rondônia também tem como destino Hong Kong e essa notícia é importante no setor produtivo do Estado. Ontem, antes de embarcar para Brasília na qual participaria de uma reunião com o ministro Blairo Maggi, o secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani mostrou essa semana grande preocupação com a produção bovina de Rondônia. Nessa época do ano, o gado está pronto para o abate e o fechamento de importantes mercados para importação traria sérios problemas para Rondônia.

Por conta da operação, o preço do gado já apresentava sinais de queda. Em São Paulo, por exemplo, a arroba do boi despencou R$ 10,00. Trata-se de um grande prejuízo para quem vendeu o boi aos frigoríficos na semana passada.

A retomada das importações para Honk Kong entra em vigor imediatamente. No último sábado, a mesma decisão de reabrir mercado, depois de embargo e restrições decorrentes da Operação da Polícia Federal, havia sido tomada pela China, Chile e Egito, que também figuram entre os principais importadores do produto brasileiro.

Em coletiva, realizada na última segunda-feira, o ministro descartou problemas com a carne brasileira que poderiam causar prejuízos à saúde humana. A afirmação baseou-se em análises feitas em produtos de três frigoríficos interditados. Foi muito barulho por nada e a exportação de Rondônia e demais Estados ficaram comprometidas.

Até o momento não tem os números oficiais de prejuízos ocasionados em decorrência da operação federal. A partir de agora, é importante o Ministério da Agricultura começa a mostrar o valor da carne brasileira. Já os proprietários de frigoríficos precisam se aproximar da pasta da agricultura e definir uma política urgente de reconstrução da imagem da carne brasileira.


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sobre Marcelo Freire

Jornalista. Atualmente é editor-chefe do jornal Diário da Amazônia. Foi chefe da assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa de Rondônia, chefe da assessoria de imprensa do Ministério Público do Estado de Rondônia e assessor parlamentar na Câmara Federal. Formado em Jornalismo pela Faculdade Uniron, em Porto Velho, é pós-graduado em Assessoria de Imprensa pela Faculdade São Mateus. Atualmente é acadêmico do curso de Direito na Faculdade São Lucas, em Porto Velho.

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