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Protesto na BR 364 já provoca congestionamento de 3 km

Não houve acordo entre manifestantes e representantes da prefeitura. PRF pede na justiça o desbloqueio imediato e cogita uso da força.

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Publicado: 31/05/2019 às 16h18min

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Já atinge mais de 3 quilômetros em ambos os lados a fila de caminhões, carros e ônibus parados na BR 364 e na BR 425, em Porto Velho, em função do fechamento do entroncamento das duas rodovias que acontece desde a quarta-feira, 29, na região do Abunã.

O movimento de pais de alunos da comunidade Vila da Penha (Porto Velho) e de moradores de Nova Mamoré, que fechou a BR-425 no entroncamento com a BR-364. Eles protestam contra a falta de transporte denuncia a precariedade das condições das estradas vicinais.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), não há rotas alternativas na região e isso tem provocado um grande congestionamento. No primeiro dia da paralisação, os manifestantes estavam com os procedimentos de para e segue, porém, na tarde desta quinta-feira, o fechamento é total. Só passa carros de saúde.

A principal reivindicação dos manifestantes era a retomada do transporte escolar municipal, que está paralisado há mais de 15 dias e tem deixado centenas de crianças e adolescentes fora da escola. Além disso, eles pedem melhorias às estradas vicinais que segundo eles não recebem reparos há quatro anos, e afirmam ainda que sofrem com a falta de segurança, pois os moradores da vila estão sendo assaltados em suas próprias residências.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou por meio de nota que a empresa Freitas, contratada para o transporte escolar na localidade, já está providenciando os seis ônibus necessários para o serviço que beneficia 135 crianças da rede municipal de ensino. A empresa que assumiu emergencialmente deve estar com as atividades regularizadas até semana que vem. Os ônibus estão sendo plotados e a documentação concluída para apresentação à comissão de fiscalização nos próximos dias.

 

Sem acordo, a paralisação continua

No final da manhã desta quinta-feira, 29, um representante da Prefeitura de Porto Velho esteve no local da manifestação tentando negociar com os populares, que além dos pleitos acima, passaram a fazer outras solicitações, não previstas inicialmente, como a construção de posto de saúde e de novas escolas no local. Considerando que não houve entendimento sobre as reivindicações, a resolução via negociação foi infrutífera e o ponto segue sem previsão de liberação. O desbloqueio imediato da rodovia deve ser solicitado à justiça nas próximas horas.

“Como ocorreu em outras situações semelhantes, nós da PRF fizemos o contato com a instituição demandada e, diante da aparente não resolução, estamos atuando nos bastidores, com tratativas perante o Poder Judiciário, com o objetivo de conseguir, o quanto antes, o interdito proibitório determinando a imediata liberação da rodovia”, disse a assessoria da PRF.

“Como sempre, o objetivo da PRF não é fazer o uso da força, mas, diante da falta de bom senso na negociação por parte dos manifestantes, que não estão cumprindo com o acordado inicialmente, não é de se descartar o uso da força necessária para o cumprimento efetivo de uma ordem judicial que é almejada”, finaliza.

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