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Cidades

Projeto de reumatologia de RO recebe prêmio Internacional

Até agora, o projetou coletou dados, em ambas as aldeias, de cerca de 180 indígenas

Por Fernando Pereira
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Publicado: 25/01/2019 às 09h57min

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O projeto deverá ser concluído nos mês julho e será apresentado em várias parte do mundo.

Na América do Sul, o estado de Rondônia coloca o Brasil como pioneiro nos estudos relacionados à prevalência de doenças reumáticas entre indígenas. Iniciado em 2017, o projeto COPCORD (Community Oriented Program for Control of Reumatic Diseases), tem feito incursões em duas aldeias indígenas das etnias Gavião e Amondawa.

Se utilizando do questionário internacional de reumatologia, o pesquisador regional, Dr. Liszt Jonney, e sua equipe já estiveram por duas vezes nas aldeias para coletar os dados. “Nós notamos que a prevalência de doenças reumáticas está muito acima do que se tem visto internacionalmente, que é de 3%, em média. Até agora, contatamos que a prevalência chega a 9%. Este projeto, após ser concluído, fornecerá ao governo brasileiro subsídio informativo para que políticas públicas voltadas para esta área da saúde indígena sejam implantadas”, ressaltou o Dr. Liszt.

“Temos notado também que a prevalência de doenças reumáticas ocorrem mais em indivíduos do sexo masculino, na contramão dos dados de prevalência que temos de outros países”, acrescentou.

Incursões
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Até o momento foram feitas duas incursões nas aldeias. “Nossas próximas viagens, afora esta que faremos neste fim de semana de 25 a 28, ocorrerão nos meses de março e abril para terminarmos de coletar os dados e fazermos, até junho, a conclusão do projeto”, destacou o Dr. Liszt.
O questionário COPCORD está sendo aplicado a pessoas acima de 15 anos de idade. Os entrevistados com queixas reumáticas são encaminhados e têm confirmação do diagnóstico em consulta médica com o próprio coordenador e pesquisador-chefe, o Reumatologista Dr Liszt Jonney na cidade de Ji Paraná .

Prêmio

Até agora, o projetou coletou dados, em ambas as aldeias, de cerca de 180 indígenas. O objetivo é ter informações de pelo menos 300. Apesar de o projeto ainda não ter sido concluído, só a importância que terá e o ato da iniciativa já garantiram um prêmio internacional, advindo da Internacional League of Associations for Rheumatology (ILAR). “O 2018 ILAR Project Recipients chega para nos dar prestígio na comunidade internacional de reumatologia, pois ele mostra que nosso trabalho tem fundamento, importância humanitária e relevância científica”, disse o Dr. Liszt.
O dinheiro do prêmio, que chega a 11 mil dólares, será empregado no custeio do restante das atividades do projeto.

Cronograma

A primeira etapa do COPCORD é a epidemiologia ou pesquisa populacional de doenças reumáticas, aplicando-se um questionário para identificação de pessoas com suspeita de doença reumática e posterior confirmação diagnóstica por médico reumatologista. “O projeto conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Sociedade de Reumatologia de Rondonia, Universidade Federal do Paraná e com as autorizações da FUNAI e Ministério da Justiça. Em âmbito nacional, o projeto tem a sua frente o Prof. Dr. Sérgio Candido Kowalski, PhD, responsável pela Epidemiologia da SBR e professor adjunto de Reumatologia da UFPR”, pontuou.

Reconhecimento

Além de o projeto COPCORD ter recebido o prêmio ‘2018 ILAR Project Recipients’, o reconhecimento do trabalho que está sendo desenvolvido, por seu pioneirismo e produção de dados inéditos, terá palco em diversos países mundo afora,
“Nós vamos, neste ano de 2019 ainda, apresentar o resultado deste estudo no Equador, depois em um congresso europeu em Madri na Espanha, e também no congresso brasileiro de reumatologia e, para finalizar, no mês de outubro, os conteúdos serão apresentados nos Estados Unidos”, finalizou o Dr. Liszt Jonney.


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