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Marcelo Freire

opinião

Publicado: 19/06/2017 às 19h45min

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O potencial de Rondônia para o Brasil

Um relatório publicado pelo Departamento de Pesquisa Macroeconômica do Banco Itaú, no mês de novembro de 2014, já apresentava um diagnóstico

O estado de Rondônia ganhou destaque no cenário nacional ao participar de evento na última segunda-feira na sede da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista. O evento serviu para o governo de Rondônia apresentar a importantes empresários as potencialidades do Estado e vantagens que os futuros investidores terão em eventuais investimentos na região.

Um relatório publicado pelo Departamento de Pesquisa Macroeconômica do Banco Itaú, no mês de novembro de 2014, já apresentava um diagnóstico de crescimento médio real da economia de Rondônia de 1,8% ao ano, até 2020. Os elaboradores desta pesquisa afirmaram que nos próximos anos a economia estadual deverá receber em torno de R$ 2 bilhões em investimentos privados, com destaque para o setor de energia elétrica que será o responsável por 87% desse valor.

Essas projeções estão se concretizando. Essa semana, por exemplo, o governo do Estado efetuaráo pagamento a primeira parcela do décimo terceiro salário do funcionalismo estadual.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contribuem com as análises registradas no relatório macroeconômico e indicam que o setor de serviços é o mais importante, tendo um crescimento médio anual da receita bruta de 14%, impulsionado principalmente pelas atividades imobiliárias, que cresceram 94,5%; pelos serviços prestados às empresas (35,4%) e pelos serviços prestados às famílias (20,6%). No que se refere ao número de empresas, pessoal ocupado e salários, a participação de Rondônia no Norte do País é de 11,6%, 8,8% e 8,1%, respectivamente. Enquanto que nacionalmente, a participação rondoniense fica abaixo de 0,5% nos três indicadores. Esse dado é consistente com o tamanho da população rondoniense.

Nas análises dos economistas foi considerado o fato de que Madeira-Guaporé é a menor região em população e em extensão territorial, mas é onde está a capital e onde também se concentram 85% dos investimentos privados previstos para o Estado, principalmente por causa das usinas hidrelétricas. Esta região apresenta a maior renda per capita do Estado e a maior média de crescimento real do PIB nos últimos cinco anos. Outros dados da pesquisa indicam que o Leste rondoniense é a região mais populosa de Rondônia e a com maior extensão territorial. Apesar de possuir uma renda média menor que a mesorregião do Madeira-Guaporé é a que possui maior participação no PIB do Estado. Essa região abriga as cinco cidades com os maiores PIB per capita de Rondônia. É onde se concentram 75% de todo o rebanho bovino do Estado e 99,5% da área produtora de soja, principal atividade agrícola da economia estadual.


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