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Marcelo Freire

opinião

Publicado: 04/07/2017 às 23h41min | Atualizado 05/07/2017 às 23h44min

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O perigo e prejuízos com as queimadas

A população está sendo prejudicada pelo próprio comportamento do homem e falta de compromisso com meio ambiente

A perda total de um carro pertencente ao Corpo de Bombeiros de Porto Velho durante a ocorrência de um foco de incêndio na zona rural da cidade coloca novamente em discussão o grande perigo com as queimadas nessa época do ano. O incidente ocorreu no final de semana, marcado por mais de 10 focos de incêndio nas primeiras horas.

A população de Porto Velho está respirando fumaça e desde ontem está com menos um veículo do Estado e o Corpo de Bombeiros terá de trabalhar dobrado para combater os incêndios criminosos. Outro problema, que é bem antigo, é que não se consegue identificar o principal responsável por esse tipo de crime ambiental que traz prejuízos à saúde da população, além de colocar em risco a vida das pessoas.

Devido o forte calor que atinge a região de Rondônia nessa época do ano, cresce o número de incêndios e os Bombeiros enfrentam dificuldades para atender o grande número de ocorrências.

A população está sendo prejudicada pelo próprio comportamento do homem e falta de compromisso com meio ambiente. A maioria dos incêndios ocorre em terrenos baldios e não há como fiscalizar e punir quem comete esse tipo de crime.

Esse descaso com o meio ambiente pode trazer várias consequências à sociedade. Recentemente, o Estado de São Paulo enfrentou em 2016 a pior seca dos últimos anos com a queda do volume de água no reservatório de Cantareira. Esse fenômeno da natureza proporcionou mudanças profundas no comportamento da população, além de afetar as indústrias e trazer sérias consequências para a economia paulista. Já na Bahia, a falta de água afetou a produção agrícola no ano passado.

O Nordeste enfrentou forte chuva deixando várias famílias desabrigadas, um fenômeno que jamais se presenciava nos últimos 10 anos. O governo teve de decretar estado de emergência por conta do excesso de chuva. Enquanto em Rondônia o clima é quente, cidades do Amazonas enfrentam cheia com rios transbordando e muito problema para os governos.

A Prefeitura de Porto Velho tem feito sua parte e desenvolveu na semana passa uma campanha educativa importante sobre as queimadas, mas o pouco efetivo da fiscalização compromete o trabalho eficiente dos órgãos de fiscalização. A região de Porto Velho é imensa e não há como coibir de forma efetiva os atos criminosos praticados por pessoas. As torres de transmissão de energia são alvos fácil dos incêndios nessa época de ano e podem deixar o Sul de Rondônia e parte do Brasil se alguma providência com urgência não for tomada este ano.


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