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Marcelo Freire

opinião

Publicado: 17/06/2017 às 18h20min

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O impostômetro bate mais um recorde para o governo

O valor equivale ao total de impostos, taxas e contribuições pagos pela população brasileira desde o dia 1º de janeiro de 2017

Conforme noticiou ontem a Agência Brasil, a marca de R$ 1 trilhão no painel do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) foi registrada às 8h. O valor equivale ao total de impostos, taxas e contribuições pagos pela população brasileira desde o dia 1º de janeiro de 2017. Em 2016, o montante de R$ 1 trilhão foi alcançado em 5 de julho.

Esse aumento, por um lado, é sinal de que a economia está se recuperando aos poucos. Por outro lado, nada vai mudar: a população vai continuar pagando uma elevada carga tributária. Significa também que a classe trabalhadora seguirá trabalhando quase 15 dias somente para pagar impostos.

O presidente da entidade, Alencar Burti, em entrevista a Agência Brasil, explicou que a arrecadação aumenta quando há crescimento econômico e elevação de impostos. Para ele, a economia não está crescendo e essa diferença registrada na manhã de ontem reflete aumentos e correções feitos em impostos e isenções, além da obtenção de receitas extraordinárias como o Refis, que é o parcelamento de débitos tributários.

Para ele, reflete também a inflação, que, apesar de ter caído, segue em patamar alto. É possível que no segundo semestre, espera-se elevação da arrecadação em função da melhora da atividade econômica.

Hoje os investidores estão de olhos bem atentos às medidas econômicas adotadas pelo novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já emeaça elevar algumas tarifas importadas de alguns países, entre eles, o México. O Brasil sempre teve bom relacionamento comercial com os Estados Unidos. Boa parte da produção de carne segue com destino ao mercado americano e essa boa convivência é importante para o destino da economia.

A indústria também depende do bom relacionamento comercial. A queda de impostos impacta também o setor industrial, responsável por puxar a economia brasileira. A queda da arrecadação de impostos só não foi pior graças ao programa de regulamentação de ativos do exterior, a chamada repatriação de recursos injetados nos cofres dos Estados e municípios.  Houve ainda a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS) e alguns Estados, a exemplo de Rondônia, começa a pagar a primeira parcela do 13º salário do funcionalismo.

A Receita Federal também começa a liberar o primeiro lote de IPRF. Percebe-se que trata de obrigações garantidas na Constituição Federal. Não se viu, nos últimos 12 meses, um projeto de grande importância para o crescimento da economia.


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