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Marcelo Freire

opinião

Publicado: 20/02/2017 às 07h42min | Atualizado 20/02/2017 às 09h44min

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Norte como rota estratégica de escoamento da produção

De 2011 a 2016, a movimento de soja pelo Arco Norte cresceu 88,5%, enquanto a de milho disparou no mesmo período em 174,8%

A importância da consolidação do Arco Norte, em Rondônia, para o desenvolvimento econômico do Brasil no escoamento da produção de grãos da região e parte do Mato Grosso recebeu grande importância no relatório anual 2016 da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), divulgado para um seleto grupo de empresários na última quarta-feira (15) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

A apresentação do relatório da Antaq permite ao Governo Federal e iniciativa privada traçar um planejamento estratégico nas ações para o melhoramento do setor. Apesar de todos os problemas ocasionados em decorrência da seca nos rios da Amazônia e falta de chuvas em algumas regiões do Mato Grosso, a produção de soja caiu em 2016 1% em relação a 2015. Em compensação, a produção de milho avançou mais de 5%.

De 2011 a 2016, a movimento de soja pelo Arco Norte cresceu 88,5%, enquanto a de milho disparou no mesmo período em 174,8%, conforme revelou a Antaq. Hoje, boa parte da produção de soja e milho do Mato Grosso entra em solo rondoniense pela BR-364. Em Porto Velho, o produto segue pelo rio Madeira até o porto de Itacoatiara (AM). O transporte pela hidrovia do Madeira é mais econômico, mas é preciso o Governo Federal permitir que os rios da Amazônia estejam navegáveis na época do período de forte estiagem.

Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) revelam que em 2016 o Governo Federal desembolsou do seu orçamento nada menos que R$ 9,64 bilhões em transporte. Desse montante disponível na conta do Ministério dos Transportes, 76,3% do orçamento foi injetado na manutenção de malha viária, enquanto o investimento no transporte aquaviário representou apenas 2,9% (até novembro de 2016). Ocorre que as estradas na região Norte continuam, apesar de todo o investimento do bolo orçamentário, em péssimas condições de trafegabilidade. A situação da BR-364 se torna mais complicada no período do inverno amazônico, quando inicia o processo de colheita da soja.

Em 2016, segundo a CNT, a malha rodoviária federal de Rondônia recebeu investimento de R$ 313,7 milhões do Governo Federal. Não houve investimento no transporte aquário. No final do ano passado, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, assinou a ordem de serviço no valor de R$ 80 milhões para o serviço de dragagem do rio Madeira, em Porto Velho. Trata-se de uma obra fundamental para a consolidação do Arco Norte. A recuperação das rodovias federais é importante para o Brasil, mas o Governo Federal deve traçar um plano de ação maior na melhoria das hidrovias na região Norte.


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