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Marcelo Freire

opinião

Publicado: 26/06/2017 às 10h02min

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A fiscalização na fronteira

De acordo com a nota distribuída pela 17ª Brigada de Infantaria de Selva, são mais de 2,7 mil quilômetros de fronteiras reforçadas.

A presença do Exército é fundamental na fiscalização da fronteira e ausência do Estado na região traz grande reflexo no cotidiano da sociedade. A operação batizada de Ágata-Curare, deflagrada esta semana na fronteira de Rondônia e Acre, mostrou a importância do trabalho e revelou que a fronteira ainda é uma potente rota do crime.

Nessa operação, conforme mostrou os números apresentados pelo Exército em Porto Velho, foram apreendidas drogas, madeira, veículos motos e produtos. De acordo com a nota distribuída pela 17ª Brigada de Infantaria de Selva, são mais de 2,7 mil quilômetros de fronteiras reforçadas.

O trabalho contou com a atuação de cerca de 1,2 mil homens das guarnições de Porto Velho, Guajará-Mirim, Humaitá (AM), os municípios acrianos Rio Branco, Cruzeiro do Sul e dos Pelotões Especiais de Fronteira. A operação recebeu reforço de aproximadamente 200 agentes de segurança pública federal e estadual. Além dos militares diretamente empregados na missão, a Brigada dispõe de outros 4 mil militares em condições de reforçar ou substituir a tropa no terreno.

Trata-se de uma mega estrutura importante para fiscalizar nossas fronteiras. Mas para manter esse trabalho, é necessário investimentos e reforçar o caixa do Ministério da Justiça, uma vez que ao longo da operação, são realizadas missões táticas destinadas a coibir delitos como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, imigração e garimpos ilegais. Essas ações abrangem operações de patrulhas e inspeções nos principais rios e estradas e aeródromos que dão acesso ao País.

No dia anterior à coletiva de imprensa para apresentar o balanço da operação, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, esteve na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal. Ele colocou na mesa um tema importante. Revelou que o Exército necessita de dotações anuais da ordem de R$ 2 bilhões, porém os repasses previstos em 2017 são de R$ 767 milhões. Neste cenário, explicou o general, o custeio não é comprometido, mas as restrições afetam fortemente o desenvolvimento de novos projetos.

No portfólio de programas estratégicos apresentado por Villas Bôas consta o Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (Sisfron), uma arma importante para o Brasil. Para o militar, o Brasil e suas autoridades são passivas diante do descalabro provocado pelos altíssimos índices de violência urbana, fruto em grande parte do descontrole do que se passa nas fronteiras, vizinhas de regiões onde imperam cartéis ligados a um pesado tráfico de armas e drogas. Essa violência já atinge a classe média e traz consequência para toda a sociedade, principalmente a menos desprotegida.


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