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Fernando Pereira

opinião

Publicado: 07/03/2018 às 10h41min

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Fake News: Como as assessorias de candidatos devem combater?

O combate às noticias falsas deve ser feito, pelas assessorias, não de uma forma eleitoreiro-propagandista

Apesar de o conceito “Fake News” ser novo, a produção e divulgação de notícias falsas, que tentam desabonar os candidatos em período de eleição, já ocorre desde sempre. Neste ano o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já firmou parcerias com as mídias jornalísticas de abrangência nacional e regionais para que possam juntos, atuar no combate às Fake News.

Para ampliar essa frente de combate às notícias falsas, é preciso que os candidatos estejam com um bom staff jornalístico para fazer averiguações das informações que são divulgadas nas redes, afim de, imediatamente, produzir textos e/ou gravar vídeos rebatendo as pseudo-informações e, assim, salvaguardar a integridade do candidato, assim como a lisura do processo eleitoral democrático.

O combate às noticias falsas deve ser feito, pelas assessorias, não de uma forma eleitoreiro-propagandista, pois, desse modo, a luta contra esse rasteiro meio de tentar denegrir os candidatos e manchar as eleições fica muito reduzida. Mais do que defender o candidato para quem trabalha, o assessor deve lutar contra as noticias falsas de um modo geral, levando esclarecimentos às pessoas a respeito do mal que esse tipo de procedimento causa.

Uma notícia falsa pode ter o poder de alijar um candidato do processo eleitoral, pois, por mais que tal informação seja desmentida, seu primeiro impacto já teve o poder de gerar duvidas nos eleitores que pretendiam votar em tal candidato, porque nem sempre as informações verdadeiras a respeito do candidato caluniado chegarão a todas as pessoas que leram a Fake News anteriormente.

E isso corre, porque ainda vigora na mentalidade de boa parte das pessoas que se envolvem com a política, seja como “torcedor” ou militante, de que se a informação que desconstrói uma mentira a respeito de um adversário vai, de certa forma, beneficiá-lo, não pode ser divulgada.

Por isso, se o assessor escreve um texto ou grava um vídeo para combater a notícia falsa e tenta fazer propagando para o seu candidato ao mesmo tempo, ele construirá uma barreira que limitará sua produção combatedora a um circulo bastante restrito de pessoas – quais sejam os eleitores “fanáticos” do candidato.


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