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Cidades

Centro coloca indígenas no mercado de trabalho em RO

Agroecologia, agropecuária e agronegócio são alguns dos cursos oferecidos para os alunos.

Por Assessoria
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Publicado: 27/05/2019 às 07h57min

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Reconhecida como a maior escola de inclusão social do Brasil, o Centro Técnico Abaitará promove a educação profissional para mais de 300 alunos, indígenas, quilombolas e ribeirinhos, em tempo integral.  A educação profissional integra a Educação Básica, preparando os jovens com inúmeras possibilidades de inserção ao mercado de trabalho.

O centro de referência da educação profissional, fornece a educação básica, com Ensino Médio integrado à Educação Profissional, com cursos de agroecologia, agropecuária e agronegócio para nove turmas, contemplando alunos, de 16 a 29 anos, quilombolas, indígenas de nove etnias e ribeirinhos. Criado em 2013, o Abaitará atua com a educação profissional livre e gratuita, em regime de internato, onde os alunos residem na escola, que tem o formato de fazenda e fica localizada entre os municípios de Rolim de Moura e Pimenta Bueno.

Como mantenedor da escola, o Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional (Idep) trabalha para disseminar a educação profissional em todos os municípios e investe nos 300 alunos com recursos advindos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

As possibilidades com os cursos técnicos proporcionam um novo horizonte para os alunos, que outrora mal interagiam com outros povos e outras culturas, formando também uma nova mentalidade acerca do mercado de trabalho. Segundo a presidente do Idep, Adir Josefá, muitos alunos já ingressaram na universidade, por meio do incentivo e formação no Abaitará, em cursos como veterinária, agroecologia, engenharia agronômica, biologia, entre outros.

“Não existe desenvolvimento sem educação profissional, começando pela formação técnica. 16% de todos os estudantes do Ensino Médio do Brasil chegam à universidade. Se a formação já vier com o nível básico, a possibilidade do aluno seguir para o nível superior é maior. O jovem que faz educação profissional é protagonista do seu desenvolvimento profissional”, destacou.

Na realização de um curso técnico, por mais simples que aparente ser, como a panificação, abre-se o horizonte para graduações em gastronomia, ou nutrição, ou engenharia de alimentos, sendo possível mostrar de que forma o aluno pode ser inserido. Demonstrando o papel social de grande importância da educação básica, dando condições de formação, por meio da cidadania, existente na educação profissional.

No Abaitará, 56 profissionais compõem a educação básica e profissional, somada às parcerias com técnicos da Emater (Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural), Seagri (Secretaria Estadual da Agricultura), Idaron (Agência de Desefa Sanitária Agrosilvopastoril), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Fapero (Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e a Pesquisa), e Sedam (Secretaria Estadual d Desenvolvimento Ambiental) que destaca o projeto de recomposição das áreas degradas e nascentes, onde alunos da escola integram um núcleo de pesquisa.

De 10 a 13 de junho, o projeto “Saúde e Prevenção na Escola” proporcionará oficinas com temas voltados à saúde do estudante, sobre a sexualidade e drogas. Aproximadamente 400 pessoas devem participar, incluindo as famílias que moram em um assentamento no entorno da escola. Para a realização, o Centro Técnico Abaitará conta com o Governo do Estado, por meio do Idep e Agevisa (Agência Estadual de Vigilância em Saúde), Sintero (Sindicato dos Trabalhadores), e o Conen (Conselho Estadual de Políticas sobre Entorpecentes), com participação de psicólogos, pedagogos, psicoterapeutas e médicos. “O objetivo é empoderar o estudante sobre a sua saúde, sobre como se cuidar e se amar”, finalizou Adir.


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