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Polícia

Casos Naiara e de jovens desaparecidas assombram Rondônia

Os homicídios alimentam as estatísticas do Mapa da Violência 2015, divulgado este ano em Brasília e coloca Rondônia na lista dos estados

Por Redação DIÁRIO DA AMAZÔNIA
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Publicado: 09/10/2017 às 12h24min | Atualizado 09/10/2017 às 13h01min

No Brasil, a cada hora e meia, uma mulher é assassinada por um homem, apenas por ser mulher. Naiara Karine, Jessica Hernandes, Indy Lorrhayne e Débora Mendes Nery foram vítimas deste tipo assassinato registradas em Rondônia – e essas são apenas as que chegaram à grande mídia.

Foto: Roni Carvalho

Os homicídios alimentam as estatísticas do Mapa da Violência 2015, divulgado este ano em Brasília e coloca Rondônia na lista dos estados onde o mistério ainda é grande barreira para encontrar o verdadeiro motivo das mortes.

É a esse crime que dá-se o nome de feminicídio, tradução de femicide (femicídio) mais usada na América Latina. O termo passou a ser reconhecido principalmente em março de 2015, com a sanção da Lei nº 13.104/2015 que o tornou uma qualificadora do homicídio, mas ainda é pouco discutido fora de círculos especializados, como os do Direito e da militância feminista, onde surgiu originalmente.

A taxa de feminicídios no Brasil é de 4,8 para 100 mil mulheres – a quinta maior no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2015, o Mapa da Violência sobre homicídios entre o público feminino revelou que, de 2003 a 2013, o número de assassinatos de mulheres negras cresceu 54%, passando de 1.864 para 2.875.

Entre março de 2016 e abril de 2017, apenas 32% dos inquéritos policiais de feminicídio foram denunciados pelo Ministério Público, ou seja, viraram ação penal. A maioria ainda está em investigação. Os dados são do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e deverão ajudar no trabalho executado por promotores no caso de assassinatos de mulheres no país.


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