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Manejo do pirarucu, em Guajará-Mirim, tem aumento de 78%

Os resultados de 2017, em comparação aos anos de 2015 e 2016, apresentaram um aumento bastante significativo

Por Decom
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Publicado: 13/11/2017 às 16h57min | Atualizado 13/11/2017 às 17h03min

No dia 8 deste mês aconteceu a Oficina Técnica do Manejo do Pirarucu, no município de Guajará-Mirim, durante a 10ª reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Pesca da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), em atenção ao documento IT/VF 1127-2017 da Energia Sustentável do Brasil (ESBR), onde foram expostos os resultados da 3ª despesca do plano de manejo do pirarucu na região do lago Cortes de Mercedes.

Os resultados de 2017, em comparação aos anos de 2015 e 2016, apresentaram um aumento bastante significativo

O pesquisador Marcelo Crossa, responsável pela implantação do manejo, fez a apresentação dos resultados da despesca do Subprograma de Apoio à Atividade Pesqueira (UHE-Jirau). Os resultados de 2017, em comparação aos anos de 2015 e 2016, apresentaram um aumento bastante significativo, com percentual de aumento de 78%, o que comprova que os pescadores estão se adaptado muito bem as técnicas de captura do pirarucu (Arapaima gigas).

Esta informação causou vários questionamentos com relação à captura da espécie e outras duvidas, esclarecidas por Marli Nogueira, coordenadora do GT da Pesca. Foi solicitado por Gerônima Costa, presidente da colônia de pescadores Z-2, a fiscalização e placas de identificação da área onde vem ocorrendo o manejo, para que não venha ocorrer pesca da espécie nos referidos lagos.

Desta forma, Marli Nogueira informou que a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sedam) já esta providenciando placas que serão colocadas nas regiões hídricas proibidas no Estado e solicitou à Seagri, apoio no sentido de obtenção do selo para comercialização agregado ao pescado.

Para tanto, a obtenção do selo depende do plano de manejo aprovado pelos órgãos ambientais, sob a responsabilidade da Sedam e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), que acompanham as despesca desde 2015, emitindo relatórios conjuntos com as seguinte condicionantes:

  1. a)Aquisição de embarcaçõesmais leves e adequadas ao desenvolvimento da atividade, principalmente no que se refere à diminuição do esforço físico dos pescadores, pois esta atividade é extremamente exaustiva aos pescadores;
  2. b)Necessidade de implantação de uma estrutura(flutuante, base em terra firme) que proporcione as condições adequadas para a retirada dos peixes das embarcações, do processamento, secagem e acondicionamento das mantas e do pescado fresco, a fim de garantir a segurança alimentar e a qualidade sanitária do produto do local do manejo até o entreposto de comercialização;
  3. c)Necessidade de implantação de entreposto de comercialização na Colônia de Pescadores Z-2 de Guajará Mirim, objetivando a comercialização dentro dos padrões exigidos pela legislação federal, para a venda ao consumidor final.

Cabe ressaltar ainda que para a campanha de 2018, a autorização de despesca só será emitida mediante ao cumprimento das condicionantes expostas no relatório de 2015-2016.


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