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Capital

Endividamento cresce nas famílias

O endividamento das famílias em PVH é maior que o nacional, apontou a Fecomércio.

Por Ariadny Medeiros Diário da Amazônia
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Publicado: 12/12/2015 às 05h15min

Diante do cenário econômico com juros mais altos, os consumidores estão mais cautelosos na hora de comprar

Diante do cenário econômico com juros mais altos, os consumidores estão mais cautelosos na hora de comprar

As famílias da capital rondoniense estão mais endividadas do que as do restante do País. Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio) e pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) o endividamento das famílias na capital é 6,4 % maior que o nacional. Esse índice vem aumentando desde setembro e agora em novembro subiu novamente.

Analistas apontam que a situação vivida na capital é diferente, pois no Brasil o emprego decresceu, mas em Rondônia ainda se cria alguns, mesmo que este número seja pequeno.

O clima de consumo sentido na capital, se comparado ao restante do País, não reflete tantas incertezas “eles [os consumidores] acabam gastando mais do que a média do Brasil, quando chegar em fevereiro eles vão sentir a pressão do que gastaram”, alertou o analista da Fecomércio e professor de economia da Unir, Sílvio Persivo. Dados apurados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de Porto Velho revelam que em dezembro a tendência do endividamento é aumentar “compram em 10 meses, 12 meses e ficam pagando muito tempo, quando terminam se endividam de novo”, relatou Sílvio.

Embora o momento para a economia não esteja na sua melhor fase, para a Fecomércio fatores regionais como manutenção da renda e geração de empregos podem explicar o comportamento diferenciado “a situação está melhor, com isso aumenta a intenção de consumo e aumenta o endividamento”, afirmou Persivo. Contudo, na capital existe menor grau de contas em atraso e menos famílias não terão condições de pagar suas dívidas “embora esteja maior, as contas estão menos atrasadas e são menos as famílias que não podem pagar. O consumidor está mais cuidadoso na hora de gastar, aumentou em número, mais famílias endividadas aqui do que lá”, ressaltou o analista.

Formas de pagamento atraem

Consumidores entrevistados pelo Diário se mostraram bem cautelosos na hora de comprar, enfatizando a necessidade de pesquisar e encontrar promoções. As formas de pagamento atraem os clientes. A maioria opta pelo pagamento parcelado, utilizando os cartões de crédito “normalmente parcelam em 3 vezes […] acho que eles estão com medo de gastar, a crise está em todo lugar, está muito difícil”, explicou Ozineide Alencar, gerente de loja na avenida Sete de Setembro.

As despesas tiveram um aumento considerável, analisou a funcionária pública, Maria Angélica Guedes “a gasolina aumentou e tudo aumentou, a gente está tendo que pesquisar muito pra poder comprar, comprei agora parcelado de 4 vezes”, afirmou. Para não comprometer mais o cartão de crédito Maria relatou que as compras de final de ano serão feitas em dinheiro.


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