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Empresários de RO e Acre cobram conclusão da ponte em Abunã

As Federações da Indústria e do Comércio de ambos estados unem esforços para que a obra seja entregue

Por Marlon Mariano
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Publicado: 14/11/2017 às 10h24min | Atualizado 14/11/2017 às 10h38min

Empresários, representantes das Federações da Indústria e do Comércio de Rondônia e Acre, e diversos órgãos fiscalizadores, estiveram na última sexta-feira (10), fazendo uma vistoria na obra da Ponte sobre o Rio Madeira na ponta do Abunã.

O engenheiro responsável pela obra informou que 57% das obras já estão concluídas.

O principal objetivo da vistoria e acompanhar o cronograma das obras da Ponte sobre o Rio Madeira na ponta do abunã, um elo de extrema importância para os estados de Rondônia e Acre.

A nossa principal preocupação é analisar o andamento das obras e verificar se os recursos estão chegando, no sentido que não venha faltar recursos e atrasar ainda mais o andamento das obras, informou Emerson Fidel presidente do Sindescon.

Em seu discurso Chagas Neto Presidente do Conselho Federal da Fiero ressaltou que a obra vai muito mais além de uma importância econômica para Rondônia e o Acre.

Isso aqui é o intercâmbio do Brasil com os países andinos é o caminho para escoação de grande produção brasileira, destacou.

A visita é um esforço das Federações da indústria e do comércio de ambos estados, mas contou com a presença mais de 40 integrantes de diferentes órgãos.  A obra já está 57% concluída. A ponte possui 1084 metros de comprimento, com os acessos e cabeceiras a estrutura chega a 3840 metros. Com os reajustes o orçamento chega 148 milhões, porém há uma preocupação, pois este valor não contempla os acessos.

Sabemos que os recursos para os dois acessos da ponte ainda não estavam previstos, e não adianta inaugurar uma ponte dessa apenas com aterros nas cabeceiras, mas nos estamos aqui para reunir esforços junto aos ministérios para viabilizar esses recursos para que essa obra fique totalmente concluída, informou o Presidente da Fecomércio do Acre Leandro Domingos.

Erivanaldo Santos, Taxista. Foto: Edson Falcão

O prazo para conclusão da obra era agosto de 2017, mas o Dnit acabou adiando para o segundo semestre de 2018. Enquanto isso, o acre é quem mais sofre com a falta da ponte, principalmente no período da seca, quando a navegação fica comprometida.

Este ano  alguns produtos escassearam na cidade de Rio Branco por conta da demora para atravessar a balsa. As carretas com insumos vindo do sul do país esperavam dias para atravessar a balsa.

Pra nós que depende dessa atravessia aqui, é vergonhoso essa ponte não ter sido terminado ainda.

Aqui quando ocorre tudo bem esperamos uma hora e meia, mas se der algum problema ficamos até três horas e meia esperando, informou o taxista Erivanaldo Santos.

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